{"id":4156,"date":"2025-07-31T18:32:46","date_gmt":"2025-07-31T21:32:46","guid":{"rendered":"https:\/\/schoolastic-app.com\/?p=4156"},"modified":"2025-08-01T18:27:38","modified_gmt":"2025-08-01T21:27:38","slug":"quando-a-educacao-e-a-saude-se-dao-as-maos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/schoolastic-app.com\/en\/blog\/quando-a-educacao-e-a-saude-se-dao-as-maos\/","title":{"rendered":"Quando a educa\u00e7\u00e3o e a sa\u00fade se d\u00e3o as m\u00e3os"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"4156\" class=\"elementor elementor-4156\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-c417ab4 e-flex e-con-boxed e-con e-parent\" data-id=\"c417ab4\" data-element_type=\"container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-ee458ad elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"ee458ad\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<h4><strong>Uma d\u00e9cada de busca, impacto e transforma\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h4>\n<p>Recentemente, completei 10&nbsp; anos debru\u00e7ado em pesquisas avan\u00e7adas sobre uso \u00e9tico da lA na pauta educacional e temas que versam sobre o desenvolvimento integral dos estudantes, de suas habilidades e compet\u00eancias para al\u00e9m da capacidade cognitiva.<\/p>\n<p>Alguns dos indicadores que monitoramos com a plataforma SCHOOLASTIC, em engenharia reversa, s\u00e3o capazes de probabilisticamente nos ajudarem a identificar potenciais transtornos que impactam no desenvolvimento intelectual e cognitivo de crian\u00e7as, de forma bastante precoce, desde o ensino infantil.<\/p>\n<p>H\u00e1 pouco, nossas pesquisas se tornaram, de fato, um &#8220;novo produto&#8221; que est\u00e1 sendo contratado n\u00e3o necessariamente por Secretarias de Educa\u00e7\u00e3o, mas por Secretarias de Sa\u00fade.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 incomum vermos profissionais da sa\u00fade alocados em posi\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas nas<br>Secretarias de Educa\u00e7\u00e3o, realizando atendimento institucional ou psicopedag\u00f3gico, tratando as demandas de estudantes portadores (ou sob suspeita) de neuro diverg\u00eancias, como agentes da educa\u00e7\u00e3o inclusiva.<\/p>\n<p>Diante do fato de parecer ter-se tornado uma obsess\u00e3o dos estados e munic\u00edpios dar suporte ao tema das neuro diverg\u00eancias, com in\u00fameros projetos de lei e centros de atendimento sendo erguidos por todo o pa\u00eds, tendo o Transtorno do Espectro Autista como protagonista da preocupa\u00e7\u00e3o, para iniciar uma s\u00e9rie de artigos correlatos, quero come\u00e7ar explorando o fato provocando reflex\u00f5es, questionando o modus operandi e at\u00e9 mesmo a \u00e9tica e a falta de preparo de uma parcela dos profissionais deste segmento.<\/p>\n<p>Por que, a despeito de haverem in\u00fameros poss\u00edveis transtornos que causam impacto no desenvolvimento das crian\u00e7as, muitas vezes t\u00e3o silenciosos quanto devastadores, o autismo est\u00e1 no centro dos debates?<\/p>\n<h4><strong>Precisamos conversar sobre &#8220;A m\u00e1fia do autismo&#8221;<\/strong><\/h4>\n<p>Muitas crian\u00e7as apresentam altera\u00e7\u00f5es do neurodesenvolvimento. H\u00e1 crian\u00e7as que s\u00e3o extremamente agitadas, que t\u00eam dificuldade para dormir ou que tendem a dormir cada vez mais tarde. Tem crian\u00e7as que s\u00e3o muito irritadas, muito nervosas, muito reativas. Crian\u00e7as muito impulsivas, que t\u00eam hipersensibilidade sensorial. Crian\u00e7as com seletividade alimentar, atraso na fala. Tudo isso \u00e9 muito comum e, muitas vezes, todos esses sintomas est\u00e3o relacionados a algum diagn\u00f3stico.<\/p>\n<p>Na maioria das vezes, caso esse diagn\u00f3stico seja feito precocemente e o tratamento iniciado imediatamente, o desenvolvimento da crian\u00e7a tende a ser muito melhor.<\/p>\n<p>O problema \u00e9 que todos esses sintomas que eu citei n\u00e3o s\u00e3o exclusivos do autismo, nem s\u00e3o suficientes para se tra\u00e7ar um diagn\u00f3stico de autismo. E, mesmo uma crian\u00e7a que apresente todos esses sintomas juntos, pode n\u00e3o ser autista. O diagn\u00f3stico mais prov\u00e1vel para quem apresenta este combo de sintomas \u00e9 o TDAH &#8211; Transtorno de D\u00e9ficit de Aten\u00e7\u00e3o e Hiperatividade.<\/p>\n<p>Para diagnosticar o autismo, \u00e9 necess\u00e1ria a presen\u00e7a de dois grupos de sintomas: (1) d\u00e9ficits na comunica\u00e7\u00e3o e intera\u00e7\u00e3o social, como dificuldade na reciprocidade emocional, comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o verbal (gestos, express\u00f5es faciais) e na interpreta\u00e7\u00e3o das inten\u00e7\u00f5es e sentimentos dos outros, e (2) padr\u00f5es restritos e repetitivos de comportamentos, interesses ou atividades (sintomas estereotipados).<\/p>\n<p>Por\u00e9m, cada dia mais, somos apresentados a familias que nos trazem crian\u00e7as ou j\u00e1 adolescentes que n\u00e3o t\u00eam qualquer problema nessa \u00e1rea que eu citei da comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o verbal, da reciprocidade emocional, e que receberam o diagn\u00f3stico de autismo, que receberam a prescri\u00e7\u00e3o de um antipsic\u00f3tico e a indica\u00e7\u00e3o de fazer terapias&#8230; que, na verdade, n\u00e3o s\u00e3o indica\u00e7\u00f5es e sim amea\u00e7as veladas que s\u00e3o feitas aos pais.<\/p>\n<p>Escuta-se: &#8220;Se n\u00e3o for feita a terapia exatamente como est\u00e1 sendo recomendado&#8230;&#8221;, com aqueles profissionais, naquela cl\u00ednica, com aquela frequ\u00eancia, um n\u00famero absurdo de horas, o problema vai piorar e a culpa ser\u00e1 dos pais. E, mesmo se fizer a terapia, n\u00e3o tem garantia de melhora; afinal de contas, autismo n\u00e3o \u00e9 uma doen\u00e7a, por isso n\u00e3o tem cura. Cada crian\u00e7a ter\u00e1 uma progress\u00e3o de desenvolvimento diferente, compat\u00edvel aos potenciais n\u00e3o severamente afetados pelo transtorno.<\/p>\n<p>Isso, em primeiro lugar, \u00e9 uma covardia sem tamanho. Imagine-se na posi\u00e7\u00e3o de uma fam\u00edlia que est\u00e1 sofrendo, j\u00e1 angustiada, afinal, ningu\u00e9m leva o filho no psiquiatra, no psic\u00f3logo, no neuropediatra se n\u00e3o estiver vendo algum problema e se n\u00e3o estiver angustiado em rela\u00e7\u00e3o a esse problema, n\u00e9?<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 o tipo do profissional que a gente vai l\u00e1 s\u00f3 pra ver, n\u00e3o \u00e9 a puericultura que voc\u00ea leva a crian\u00e7a pra medir a cabe\u00e7a, pra medir o corpinho, pesar, avaliar se esta tudo bem e tudo mais, mesmo que n\u00e3o haja nada de mal. E, a\u00ed, chega l\u00e1, recebe essa not\u00edcia e s\u00e3o colocados contra a parede para aceitar aquele diagn\u00f3stico. E, muitas vezes, isso \u00e9 feito de uma forma muito dissimulada e irrespons\u00e1vel por muitas &#8220;clinicas m\u00e9dicas&#8221;.<\/p>\n<p>E dizem: olha, voc\u00ea tem direito, viu? Voc\u00eas t\u00eam plano de sa\u00fade, voc\u00eas podem ter benef\u00edcios do estado&#8230; N\u00f3s temos um advogado que \u00e9 o nosso parceiro e ele vai te auxiliar, n\u00f3s n\u00e3o vamos cobrar nada por isso, n\u00f3s vamos entrar com processo e o plano de sa\u00fade vai pagar todo o tratamento.<\/p>\n<p>E a\u00ed acabou. A crian\u00e7a vai ficar anos por ali, muitas vezes evoluindo nada ou muito pouco.<\/p>\n<h4><strong>\u00c9 antipsic\u00f3tico na prateleira e diagn\u00f3stico &#8220;Fast Food&#8221;<\/strong><\/h4>\n<p>Para o autismo, n\u00e3o h\u00e1 qualquer medicamento que seja eficaz em reduzir os seus sintomas centrais. Sintomas t\u00edpicos do autismo n\u00e3o melhoram com rem\u00e9dio nenhum. E eu entendo a ang\u00fastia das fam\u00edlias que falam: mas, meu Deus, meu filho tem um problema e eu quero dar um rem\u00e9dio para que ele melhore.<\/p>\n<p>N\u00e3o existe medicamento que melhore os sintomas centrais do autismo. H\u00e1, sim, rem\u00e9dios que podem ser utilizados para tratar sintomas associados, que muitas vezes surgem como consequ\u00eancia do transtorno, mas eles n\u00e3o atuam sobre as manifesta\u00e7\u00f5es t\u00edpicas do autismo.<\/p>\n<p>Portanto, essa mania que muitos m\u00e9dicos desenvolveram de diagnosticar autismo e j\u00e1 prescrever logo um antipsic\u00f3tico, especialmente a risperidona ou o aripiprazol, est\u00e1 completamente errada, segundo muitos especialistas s\u00e9rios.<\/p>\n<p>J\u00e1 no TDAH, quando os estudos sobre seu diagn\u00f3stico come\u00e7aram a ser feitos, ha poucas d\u00e9cadas atr\u00e1s, uma popula\u00e7\u00e3o foi selecionada para ser estudada e esta come\u00e7ava aos seis anos. Os primeiros estudos n\u00e3o inclu\u00edram crian\u00e7as antes dos seis anos porque os profissionais tinham medo que, antes da idade escolar, talvez houvesse maior dificuldade para desenvolver crit\u00e9rios eficazes para diagnosticar essas crian\u00e7as e que poderia ser confundido com outros transtornos.<\/p>\n<p>E, classicamente, ficou essa ideia na mente das pessoas: que o TDAH come\u00e7a aos 6 anos, que antes desta idade n\u00e3o \u00e9 TDAH&#8230; &#8211; e isso \u00e9 um absurdo. Primeiro, porque o TDAH \u00e9 gen\u00e9tico, ele representa um transtorno do neurodesenvolvimento. E o desenvolvimento do sistema nervoso central \u00e9 prejudicado desde o in\u00edcio da vida.<\/p>\n<p>Com isso, o funcionamento de determinadas \u00e1reas do c\u00e9rebro vai ser diferente e, em alguns sentidos, inferior desde os primeiros meses de vida. \u00c9 claro que precisamos de crit\u00e9rios para diagnosticar a crian\u00e7a mais cedo, mas hoje eles j\u00e1 existem. N\u00f3s j\u00e1 temos uma ci\u00eancia que mostra que os crit\u00e9rios que s\u00e3o usados para diagnosticar a partir dos seis anos, s\u00e3o eficazes desde os tr\u00eas anos.<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\">Agora, quando um profissional diagnostica o TDAH, qual \u00e9 a indica\u00e7\u00e3o de tratamento?<\/span><\/p>\n<p>O melhor tratamento \u00e9 a psicoeduca\u00e7\u00e3o: ensinar aos pais como lidar com essa crian\u00e7a. De forma presencial, este processo de psicoeduca\u00e7\u00e3o pode ser feito em poucas sess\u00f5es com os pais, dependendo do n\u00edvel de educa\u00e7\u00e3o, cultura, conhecimento&#8230; A considerar um n\u00edvel mediano para elevado destes fatores, muitas vezes, uma \u00fanica sess\u00e3o pode ser suficiente.<\/p>\n<p>Temos a possibilidade at\u00e9 de fazer este processo de psicoeduca\u00e7\u00e3o de forma assincrona, utilizando meios digitais e intelig\u00eancia artificial, personalizando a abordagem em n\u00edveis nunca antes vistos, criando uma cultura cotidiana ao redor da responsabilidade das fam\u00edlias diante da situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\">Agora, no autismo, n\u00e3o \u00e9 assim.<\/span><\/p>\n<p>A indica\u00e7\u00e3o, apesar de n\u00e3o contar com evid\u00eancias cient\u00edficas suficientes, \u00e9 de se fazer terapia multidisciplinar atrav\u00e9s de abordagens como ABA (An\u00e1lise do Comportamento Aplicada) ou M\u00e9todo Denver, acreditamos que, em alguns casos, pode ser positiva.<\/p>\n<p>Se por um lado, cremos (mesmo sem contar com evid\u00eancias suficientes) que em alguns casos essas abordagens podem ser positivas para um autista, por outro, profissionais especializados j\u00e1 t\u00eam a convic\u00e7\u00e3o de que, para qualquer outro tipo de neurodiverg\u00eancia, al\u00e9m de n\u00e3o servir pra nada, pode at\u00e9 fazer mal para a crian\u00e7a&#8230; pois ela vai perder o tempo em que podia estar socializando com outras crian\u00e7as, trancada dentro de uma sala com adultos, sofrendo est\u00edmulos in\u00f3cuos para os seus padr\u00f5es at\u00edpicos.<\/p>\n<p>\u00c9 dif\u00edcil pensar que crian\u00e7as poderiam n\u00e3o ter diagn\u00f3stico conclusivo para nenhuma &#8220;neuroatipicidade&#8221;, ou ainda poderiam se enquadrar na seara do TDAH, por exemplo, podem receber um diagn\u00f3stico equivocado de autismo, iniciar um tratamento medicamentoso que ela n\u00e3o precisa, que vai trazer efeitos colaterais \u2014 dentre eles lentifica\u00e7\u00e3o psicomotora, mais dificuldade de aprendizagem \u2014 e vai fazer essas terapias que v\u00e3o trazer sofrimento, que n\u00e3o v\u00e3o trazer nenhuma melhora, por pura gan\u00e2ncia, por pura vontade de ganhar mais dinheiro em cima dessas fam\u00edlias que j\u00e1 est\u00e3o sofrendo, dessas crian\u00e7as que j\u00e1 teriam dificuldades no seu desenvolvimento, n\u00e3o \u00e9 mesmo?<\/p>\n<p>Uma crian\u00e7a com TDAH, se for submetida aos protocolos do autismo, al\u00e9m de deixar de fazer o tratamento adequado, ainda pode ser submetida a medicamentos que, ao inv\u00e9s de melhorar a fun\u00e7\u00e3o dopamin\u00e9rgica em algumas \u00e1reas do c\u00e9rebro, v\u00e3o piorar a fun\u00e7\u00e3o, no caso os antipsic\u00f3ticos. Tomar um rem\u00e9dio que faz o efeito praticamente ao contr\u00e1rio, obviamente n\u00e3o vai ser positivo pra essa crian\u00e7a. E, uma vez que este diagn\u00f3stico \u00e9 estabelecido e a fam\u00edlia compra essa ideia, essas terapias, muitas vezes, v\u00e3o fazer com que a crian\u00e7a tenha uma piora em seu desenvolvimento.<\/p>\n<h4><strong>Decis\u00e3o e responsabilidade: A sa\u00fade das crian\u00e7as em Jogo<\/strong><\/h4>\n<p>Portanto, em primeiro lugar, para quem tem filhos, netos, sobrinhos que est\u00e3o vivendo essa situa\u00e7\u00e3o, que est\u00e3o com essa d\u00favida ou que t\u00eam filhos que est\u00e3o nessas cl\u00ednicas, pense duas vezes, busque uma segunda opini\u00e3o, uma terceira se puder&#8230; &#8211; procure um profissional que seja especialista nessa \u00e1rea, pesquise em f\u00f3runs. Busque ajuda, mas sempre com muito cuidado, muito cuidado.<\/p>\n<p>Porque \u00e9 a vida das crian\u00e7as que est\u00e1 em jogo&#8230; \u00e9 a vida das crian\u00e7as, certo?<\/p>\n<p>Aten\u00e7\u00e3o antes de ministrar uma medica\u00e7\u00e3o e fa\u00e7a todas as perguntas para os profissionais. N\u00e3o saia nunca de uma consulta com d\u00favidas. Isto \u00e9 fundamental.<\/p>\n<p>Espero ter colaborado ao menos um pouquinho e me coloco \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o para ajudar&#8230; quem me conhece sabe que quando me predisponho a ajudar, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 uma forma de ser simp\u00e1tico.<\/p>\n<p><em>Luiz Orlandini \u00e9 CEO \/ Fundador da&nbsp;<\/em><em>SCHOOLASTIC, Cientista de dados e especialista em Intelig\u00eancia Artificial, um dos pesquisadores associados do novo projeto que visa a identifica\u00e7\u00e3o precoce de poss\u00edveis transtornos neurobiol\u00f3gicos em crian\u00e7as, objeto deste artigo.<\/em><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma d\u00e9cada de busca, impacto e transforma\u00e7\u00e3o Recentemente, completei 10&nbsp; anos debru\u00e7ado em pesquisas avan\u00e7adas sobre uso \u00e9tico da lA na pauta educacional e temas que versam sobre o desenvolvimento integral dos estudantes, de suas habilidades e compet\u00eancias para al\u00e9m da capacidade cognitiva. 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